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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Forever Young

Também é canadiano. Ainda não tem 80 anos como Leonard Cohen mas, se Deus quiser, lá chegará. É o rockeiro Neil Young. Tenho andado a cruzar-me novamente com ele. Emprestaram-me ‘Waging Heavy Peace’, um livro de memórias, desordenado, orgânico, livre. Um conjunto de episódios, reflexões, evocações, aspirações, melancolias. Traz um subtítulo que condiz com a empreitada sem rumo definido: ‘A Hippie Dream’. E um prefácio adequado: “When I was young, I never dreamed of this. I dreamed of colors and falling, among other things” (quando era jovem, nunca sonhei com isto. Sonhava com cores e em cair, entre outras coisas).

Fica-me uma sensação de apaziguamento ao ler este livro. Ainda há gente sem ponta de cinismo no mundo. Assumindo todas as suas desilusões biográficas (com destaque para as familiares - tem dois filhos com sérios handicaps físicos), Neil acredita, apesar de tudo, nas possibilidades disto que nos cabe. O que se sente ao percorrer estas páginas é uma crença no poder que as marés da vida podem ter numa alma vulnerável, que tanto assume a felicidade em receber um telefonema de Bob Dylan como reconhece que podia ter sido melhor companheiro quando a sua mulher estava em apuros médicos.

A amizade percorre estas páginas – e talvez seja uma palavra que define bem o autor de ‘On The Beach’ (um dos meus discos preferidos dele). A amizade com as suas pessoas, as vivas e as mortas, com a lua, com a floresta, com a guitarra. Uma desilusão com a circunstância de se ouvir hoje música sem receber sequer suas mínimas potencialidades sonoras. A cumplicidade musical com gente mais nova como os Pearl Jam e os Sonic Youth - e também com, por exemplo, os My Morning Jacket, banda na qual a forma de cantar se aproxima de certa forma da sua. Um apego ao seu rancho.

Neil – que se divorciou recentemente de Pegi (algo que não lhe deve ter sido fácil, depois de 33 anos de casamento) e, segundo umas fotos recentes, tem uma nova namorada, Daryl Hannah – continua a inspirar quem acha que isso faz sentido. É de recordar o pedido: keep on rockin’ in the free world (continuem a fazer rock no mundo livre). Que é como quem grita: Forever Young.

(Publicado na "Sábado")

 

publicado por Nuno Costa Santos às 15:26
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