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Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

Desordem do Dia

O parque infantil

 

O futebol rejuvenesce as cidades. Lembrei-me disso ao ver os adeptos do Celtic a passear pelas ruas de Lisboa, todos eles com camisolas verdes e brancas e um ar entre o pacato e o curioso. Foi um acontecimento: por um momento, os passeios tinham mais adeptos da bola do que pessoas a querem-nos passar um gratuito para a mão. Era manhã e nós seguíamos para o emprego, cinzentos e ressentidos, em direcção ao dia de ontem. Eles, os escoceses, preparavam a festa, como se não tivessem obrigações profissionais e familiares. Como se lhes fosse facílimo suspender a vidinha de todos os dias para esse instante de regresso à criancice que é a paixão por um clube de futebol. Naquelas horas matinais, Lisboa era um parque infantil. Um reduto de imaginação. O recreio das crianças.
 
Sim, Jardim
Ao ler a revista "Sábado", fiquei a saber que Suri, a filha de Tom Cruise e Katie Holmes, nunca ouviu a palavra "não". Não? Não. Não imagina sequer o que é que isso significa. A rapariga de 18 meses jamais ouviu e ouvirá da parte das entidades paternas um "não se faz isso". Um "não metas a arara no congelador". Um "não tires a dentadura do pai do sítio". Motivo? As regras da Igreja da Cientologia, a que Tom Cruise pertence. Isso: os cientologistas nunca podem contrariar os filhos. Nada de surpreendente para quem sabe o que é que a casa gasta. Surpresa, surpresa está em notar que Jardim Gonçalves, o conhecido Opus Dei, foi obrigado a tirar um curso de Cientologia por estes dias. Que não teve como dizer não às dívidas do filho.
Secretários
 Hoje, a pergunta que se impõe fazer é: quem é que não está sob escuta? Quem é que não é ouvido por um obscuro cidadão, escondido numas catacumbas quaisquer. O procurador-geral da República, esse, não conta. Está  - deu a entender recentemente que os barulhos que ouve no seu telemóvel não são meras avarias do aparelho. Desconfio que até esta crónica está sob escuta.  Há, com certeza, alguém a ouvir isto. Especulações à parte, verdade é que temos de nos habituar à situação. Já que estamos todos sob escuta, o melhor é darmos utilidade ao funcionário diligente que nos ouve, dia a dia, chamada a chamada, SMS a SMS. Fazê-lo nosso secretário, por exemplo. Pô-lo a tratar das nossas marcações e agendas. Ele que sabe mais da nossa vida do que nós.
Uma ficção completa
O filme "Corrupção" vai para as salas sem realizador nem argumentista. João Botelho e Leonor Pinhão não admitiram que Alexandre Valente tivesse querido meter a colher entre eles e a montagem final e tiraram a assinatura da ficha técnica. A rapariga Vila-Nova emitiu um comunicado em que fez questão de se demarcar do produtor. Relembre-se que, em tempos, Botelho havia dado umas entrevistas em que sublinhava que o filme não era sobre o presidente do FC Porto nem com a sua relação com a cidadã Carolina Salgado. Ou seja, "Corrupção" arrisca-se a ser um filme realizado por ninguém e acerca de uma personagem que não existe. Pois, pois: ainda vai aparecer aí alguém a dizer que trata de um problema delirante. Fictício.
(crónicas do "Visita Guiada", Rádio Clube Português)
 
publicado por Nuno Costa Santos às 12:03
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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

Coisas bonitas IV

http://www.last.fm/music/Iron%2B%2526%2BWine/+videos/Naked+As+We+Came
publicado por Nuno Costa Santos às 12:48
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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Anotações do fim-de-semana

O Cântico dos Cânticos é a Maxmen da Bíblia.

 

Os adolescentes não têm cérebro. Os adolescentes têm um google mental.

 

Diz que é preciso uma ASAE das livrarias e das galerias de arte.

 

publicado por Nuno Costa Santos às 16:35
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Desordem do Dia

Pimbas



Na estreia de "Fados", o filme-homenagem de Carlos Saura ao género musical lusitano, um espectador espantou-se com o facto de o realizador espanhol ter conseguido captar tão bem a "alma portuguesa". Sim, continuamos a achar que a alma portuguesa é fado puro. Que em cada português há um lamuriento fadista, sempre pronto a verter uma lágrima pelo seu destino trágico. Confesso que essa associação da maneira de ser dos portugueses ao fado começa a cansar. A alma portuguesa não é só - e talvez nem sobretudo - fado. A alma portuguesa é fado, é rock, é rap, é jazz, é reaggae, é música erudita, é música popular e até é, imagine-se o escândalo, música popularucha. Seria até interessante se algum realizador estrangeiro se chegasse à frente para realizar uma película intitulada, simplesmente, "Pimbas". Desta vez, Carlos Saura ficaria a descansar na cadeira. "Pimbas" é uma filme mais apropriado para o rasgo alucinado de Almodovar.

Sugestões



Não sei se ouviram falar do escândalo com o presidente do Senado brasileiro, acusado de usar fundos de uma construtora civil para pagar a pensão de alimentos a uma jornalista com quem tem uma filha de quatro anos. Se não ouviram, não faz mal - interessa é saber que a bela profissional da Comunicação aceitou posar nua para a "Playboy" . Não, não me causou surpresa a circunstância de o número da Playboy com a jornalista na capa ter batido recordes de vendas nas bancas de jornais do Congresso Nacional brasileiro. Fiquei foi a pensar na possível transposição do caso para a realidade portuguesa. E se fosse em Portugal? Será que as bancas em redor Assembleia ficariam sem revistinhas ao fim do primeiro quarto de hora? Será que a revistinha seguiria para o Parlamento à vista de todos ou iria anichada dentro dol diário, entre a secção economia e a página de cultura? As perguntas têm a sua razão de ser, mas a mais pertinente é, parece-me, outra: quem seria a jornalista portuguesa a aceitar posar nua para uma revista do género? Aceitam-se apostas. E, sobretudo, sugestões.

Um ataque

Sou a favor da privatização imediata e compulsiva de diversos serviços do Estado mas acho que o sector público devia ser fortemente reforçado. Sou a favor do fim da guerra no Iraque mas acho que os americanos devem continuar a dar na tola aos iraquianos. Sou fã do Che Gevara mas penso que o Ratzinger também é uma grande figura. Sou um benfiquista ferrenho mas faço parte da Juve Leo e dos Super Dragões. Sou um vegetariano fundamentalista mas os pratos que mais vezes peço nos restaurantes são o bife do lombo e alheira de mirandela. Há anos que sou abstémio mas não dispenso uma aguardente velha no fim das refeições. Sou o homem mais calmo do mundo mas tenho uns oito a dez passanços por dia... Peço desculpa, mas estou a ter um ataque de Luís Filipe Menezes.

Os Animais na Vida Pública




Pacheco Pereira, ao dar o título "O Paradoxo do Ornitorrinco" ao seu último livro, trouxe um animal mais rebuscado para a discussão no espaço público. Mas a verdade é que se têm feito algumas metáforas com animais na vida pública portuguesa. Durão Barroso é o estafado "cherne". Jaime Gama o "peixe de águas profundas". Álvaro Cunhal era, em certos círculos, o "urso branco da Sibéria". Salazar, para Cardoso Pires, era o "dinossauro excelentíssimo". Mais recentemente, o falecido Prado Coelho chamou "gato constipado" ao ex-procurador Souto Moura. Sim, todas estas metáforas transportam algo de curioso e pitoresco. Mas nenhuma, provavelmente, revela a força daquela que, bem vistas as coisas, só assenta na perfeição a uma velha preguiça da História da democracia portuguesa,  Soares. O animal político, obviamente.

Gente tão feliz





O divórcio de Nicolas e Cécila Sarkozy tem aparecido, em plano de destaque, nas páginas dos jornais de referência. Diz-se que o divórcio foi feito por "mútuo acordo", como se isso fosse possível no território sempre injusto e desequilibrado das relações amorosas. Sim, há uma certa ironia na situação actual do homem que quer transformar os destinos da França: Sarkozy divorciou-se da mulher numa altura em que, em território português, fazia um esforço para casar os povos da Europa. Dizem os Carlos Castros da União que Nicolas se apresentou nas reuniões solto e feliz, como se tivesse acabado de sair de um penoso cárcere. No fundo, o caso de Nicolas vem dar razão à polémica frase que Pedro Mexia escreveu há dias no seu
blogue: "A verdade é que conheço pouca gente tão feliz como alguns recém-divorciados".

(versão escrita das crónicas do "Visita Guiada", programa das manhãs de fim-de-semana do Rádio Clube Português)
publicado por Nuno Costa Santos às 13:01
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Sexta-feira, 19 de Outubro de 2007

O DJ do metro mudou

 

Hoje, antes de entrar na carruagem, já com um gratuito na mão, não estava à espera de ouvir Kings of Convenience.

publicado por Nuno Costa Santos às 10:19
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Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007

A Almirante Reis




O "Global Notícias" de segunda trouxe uma reportagem de Ricardo J. Rodrigues sobre a Almirante Reis. O texto centra-se na ideia de que é um mundo de mundos - a "avenida dos freaks, dos toxicodependentes, das prostitutas e dos sem-abrigo, tanto quanto dos estudantes universitários, das senhoras de bem, das comunidades imigrantes, das famílias tradicionais". Conheço relativamente bem a Almirante Reis - a zona da Portugália, sobretudo (vivi na Estefânia). É, de facto, tudo isso que o Ricardo J. Rodrigues diz. Apesar de ter essa dimensão inter-classista, a Almirante Reis é sobretudo o seu lado sujo, dirty, com lojas sem qualquer glamour e gente com poucos dentes. Digamo-lo assim: se a Lapa são os tios, a Almirante Reis são os arrumadores. De vez em quando, a avenida vem à baila em conversetas de ocasião com amigos e conhecidos e percebe-se que é um sítio muito mal amado. Causa mesmo repulsa àqueles que habitam zonas mais nobres da cidade. Eu, confesso, sinto-me próximo da Almirante Reis. Há, é claro, um lado de memória nisto. Não sou imune à fealdade do espaço (mais evidente em dias de mau tempo) mas é um sítio que me é chegado, quase confortável - na medida em que uma casa, por menos condições que tenha, torna-se confortável ao fim de um tempo de a habitarmos. A literatura também tem importância na história. Algumas das melhores coisas que Cardoso Pires escreveu (facto lembrado por Ricardo J. Rodrigues) têm como coração a Almirante Reis do seu tempo de rapaz, com os seus personagens rufientos, com as festas nas agremiações, com o snooker. Deixei-me envolver por esse ambiente humano. Tal como me deixei envolver pelo ambiente humano da zona de Belém, com os miúdos agarrados aos eléctricos e disputas pela liderança do grupo,  que atravessava as histórias da infância do meu avô.
Ia falar agora da Morais Soares mas deixo isso para outro post.
publicado por Nuno Costa Santos às 22:23
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Rádio Nostalgia

Não resisti ao visionamento nostágico. Aqui fica o clip de "Black Cab".

publicado por Nuno Costa Santos às 19:14
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Jens


Apreciei o primeiro, ainda mais o segundo (o dos singles, que traz a grandessíssima "Black Cab") e ainda não percebi se o último, "Night Falls Over Kortedala", está ao nível. Rodou hoje, de forma apressada, no leitor no computador. Preciso de ouvir mais - mesmo a música do vídeo, "Your Arms Around Me". A verdade, verdadinha é que já estou comprado - o rapaz Jens nunca me deixou ficar mal.
publicado por Nuno Costa Santos às 18:57
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Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

Convém recordar que isto do populismo não foi inventado na semana passada

No seu texto de hoje do "Público", "Populismos e Antipopulismo", Pedro Magalhães , para além de ficar bem posicionado para vencer o concurso "Eu Utilizo Aspas em Quase Tudo" , escreveu linhas de extrema lucidez e bom senso (por exemplo, a primeira frase desta passagem):

 

«Não me parece absolutamente evidente, por isso, a que passado de "responsabilidade" e "institucionalismo" a ascensão de figuras como Santana Lopes, em 2004, ou como Menezes, agora, vieram pôr fim. Há certamente muitas diferenças de estilo entre eles e aqueles que, supostamente, representam as alternativas mais "sérias", dentro e fora do PSD. Mas está por provar que as diferenças sejam de substância. Se o "populismo" for, na sua acepção mais simples, um método político através do qual a maximização dos votos e a busca do apoio do "povo" contra as "elites" se sobrepõe à exequibilidade das políticas e à representação de interesses sociais, as diferenças parecem-me, confesso, ser mais de grau e de circunstãncias do que, verdadeiramente, de espécie».

publicado por Nuno Costa Santos às 12:33
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Desordem do Dia

Figurantes
 
 
Preocupa-me a irascibilidade do primeiro-ministro com as manifestações que, aqui e ali, lhe dedicam. Tenho, aliás, passado os dias a pensar como é que Sócrates pode sair deste ambiente de confronto. E cheguei a uma serena conclusão. José Sócrates, que é frequentes vezes acusado de convocar figurantes para alguns dos seus eventos, devia começar a convocar figurantes para as manifestações que lhe fazem. Ou seja: em vez de militantes do PC a gritarem reivincações e insultos, teria à sua espera figurantes que fariam as contestações que lhes fossem pedidas. Ou até, quem sabe, elogios e piropos. Com salvas de palmas pelo meio. Tudo depende do preço. Apresse-se, no entanto, o nosso primeiro. Diz que o programa do Goucha não está a pagar nada mal.
 
 
 
Fantasmas na Casa Branca
 
Jenna Bush, filha do presidente dos Estados Unidos, afirmou publicamente que a Casa Branca está cheia de fantasmas e que por isso tem medo de lá dormir. Jenna diz ter ouvido música de ópera a sair da lareira do seu quarto - o que pode indiciar que há um certo elitismo nas assombrações da White House. Na verdade, Jenna não foi a primeira a sentir a presença de espíritos no local. Já vários cidadãos declararam ter avistado o esguio fantasma de Abraham Lincoln e outros disseram ter  visto a mulher do segundo presidente dos EUA a carregar roupa para o East Room. E hoje em dia? Bem, hoje em dia, para muitos, há os relatos de George Bush sobre o seu encontro diário com o fantasma do terrorismo. E existe o caso de Hillary. Hillary? Sim, Hillary. Caso vença as eleições do próximo ano, a mulher do senhor Bill  terá encontro marcado com um fantasma: o de Mónica Lewinsky , a funcionária que, na sala oval do edifício, praticava sexo oral com uma pessoa dos seus conhecimentos.
 
 
 
 
Observatório Quente
 
 
 
 
 
 
O julgamento do dono do Passerelle deve estar a ser seguido, mais ou menos em silêncio, pela comunidade de machos latinos lusa. A coisa, na verdade, tem a sua complexidade: é que se, por um lado, é justo condenar quem se dedica ao tráfico de seres humanos, por outro, é extremamente desagradável ao cidadão ficar privado de corpos perfeitos e de movimentos sexy. Sim, para muito boa gente, o dono do Passerelle devia, pelos seus serviços prestados, ser condecorado pelo presidente da República, não preso. Esta semana, Jorge Lacão, manifestando a sua inquietação com o assunto, anunciou que, em breve, será criado um observatório. Com todo o respeito que o tema me merece, não posso deixar de fazer uma pergunta: como é que será chamado o observatório. Observatório para o Table Dance?
 
 
 
 
(crónicas do "Visita Guiada", programa das manhãs de fim-de-semana do Rádio Clube Português)
publicado por Nuno Costa Santos às 11:00
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