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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

Desordem do Dia

Pimbas



Na estreia de "Fados", o filme-homenagem de Carlos Saura ao género musical lusitano, um espectador espantou-se com o facto de o realizador espanhol ter conseguido captar tão bem a "alma portuguesa". Sim, continuamos a achar que a alma portuguesa é fado puro. Que em cada português há um lamuriento fadista, sempre pronto a verter uma lágrima pelo seu destino trágico. Confesso que essa associação da maneira de ser dos portugueses ao fado começa a cansar. A alma portuguesa não é só - e talvez nem sobretudo - fado. A alma portuguesa é fado, é rock, é rap, é jazz, é reaggae, é música erudita, é música popular e até é, imagine-se o escândalo, música popularucha. Seria até interessante se algum realizador estrangeiro se chegasse à frente para realizar uma película intitulada, simplesmente, "Pimbas". Desta vez, Carlos Saura ficaria a descansar na cadeira. "Pimbas" é uma filme mais apropriado para o rasgo alucinado de Almodovar.

Sugestões



Não sei se ouviram falar do escândalo com o presidente do Senado brasileiro, acusado de usar fundos de uma construtora civil para pagar a pensão de alimentos a uma jornalista com quem tem uma filha de quatro anos. Se não ouviram, não faz mal - interessa é saber que a bela profissional da Comunicação aceitou posar nua para a "Playboy" . Não, não me causou surpresa a circunstância de o número da Playboy com a jornalista na capa ter batido recordes de vendas nas bancas de jornais do Congresso Nacional brasileiro. Fiquei foi a pensar na possível transposição do caso para a realidade portuguesa. E se fosse em Portugal? Será que as bancas em redor Assembleia ficariam sem revistinhas ao fim do primeiro quarto de hora? Será que a revistinha seguiria para o Parlamento à vista de todos ou iria anichada dentro dol diário, entre a secção economia e a página de cultura? As perguntas têm a sua razão de ser, mas a mais pertinente é, parece-me, outra: quem seria a jornalista portuguesa a aceitar posar nua para uma revista do género? Aceitam-se apostas. E, sobretudo, sugestões.

Um ataque

Sou a favor da privatização imediata e compulsiva de diversos serviços do Estado mas acho que o sector público devia ser fortemente reforçado. Sou a favor do fim da guerra no Iraque mas acho que os americanos devem continuar a dar na tola aos iraquianos. Sou fã do Che Gevara mas penso que o Ratzinger também é uma grande figura. Sou um benfiquista ferrenho mas faço parte da Juve Leo e dos Super Dragões. Sou um vegetariano fundamentalista mas os pratos que mais vezes peço nos restaurantes são o bife do lombo e alheira de mirandela. Há anos que sou abstémio mas não dispenso uma aguardente velha no fim das refeições. Sou o homem mais calmo do mundo mas tenho uns oito a dez passanços por dia... Peço desculpa, mas estou a ter um ataque de Luís Filipe Menezes.

Os Animais na Vida Pública




Pacheco Pereira, ao dar o título "O Paradoxo do Ornitorrinco" ao seu último livro, trouxe um animal mais rebuscado para a discussão no espaço público. Mas a verdade é que se têm feito algumas metáforas com animais na vida pública portuguesa. Durão Barroso é o estafado "cherne". Jaime Gama o "peixe de águas profundas". Álvaro Cunhal era, em certos círculos, o "urso branco da Sibéria". Salazar, para Cardoso Pires, era o "dinossauro excelentíssimo". Mais recentemente, o falecido Prado Coelho chamou "gato constipado" ao ex-procurador Souto Moura. Sim, todas estas metáforas transportam algo de curioso e pitoresco. Mas nenhuma, provavelmente, revela a força daquela que, bem vistas as coisas, só assenta na perfeição a uma velha preguiça da História da democracia portuguesa,  Soares. O animal político, obviamente.

Gente tão feliz





O divórcio de Nicolas e Cécila Sarkozy tem aparecido, em plano de destaque, nas páginas dos jornais de referência. Diz-se que o divórcio foi feito por "mútuo acordo", como se isso fosse possível no território sempre injusto e desequilibrado das relações amorosas. Sim, há uma certa ironia na situação actual do homem que quer transformar os destinos da França: Sarkozy divorciou-se da mulher numa altura em que, em território português, fazia um esforço para casar os povos da Europa. Dizem os Carlos Castros da União que Nicolas se apresentou nas reuniões solto e feliz, como se tivesse acabado de sair de um penoso cárcere. No fundo, o caso de Nicolas vem dar razão à polémica frase que Pedro Mexia escreveu há dias no seu
blogue: "A verdade é que conheço pouca gente tão feliz como alguns recém-divorciados".

(versão escrita das crónicas do "Visita Guiada", programa das manhãs de fim-de-semana do Rádio Clube Português)
publicado por Nuno Costa Santos às 13:01
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