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Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007

Cazuza, a polémica com a "Veja" e o cepticismo de Millôr




Cortei relações com a "Veja" ao ler a biografia de Cazuza, "Só As Mães São Felizes" . A dado passo, a mãe de Cazuza conta que o filho, já bem doente e levado pelo sonho adolescente de ser capa da revista, acedeu ao pedido de uma jornalista para ser entrevistado, numa altura em que, por causa da intensa medicamentação, estava com a língua demasiado solta. Quando saiu, a "Veja" surpreendeu pela agressividade da capa: uma foto crua do cantor e um título a condizer: "Cazuza. Uma vítima da Aids Agoniza em Praça Pública". Resultado: Cazuza foi hospitalizado por causa disso - não só pela sentença de morte mas pela dúvida que, na peça, a jornalista colocava sobre o rasgo do seu trabalho. Há um tempo, reatei a relação com a revista.  Não resisti à tentação do bom jornalismo, feito com nervo e imaginação (apesar de me aborrecerem as referências constantes a toda a confraria de personagens maiores e menores do lulismo). E, sim, não será por causa da capa com o Che que direi, de novo, adeus à "Veja". Ainda não li o artigo, mas já cheirei o tom radical - e vou tentar perceber, com a minha pulsão anti-heróis, se há real fundamento para achar que os pés deste mito também são de barro. O que já li - e o que não dispenso, mesmo achando que ele não está na melhor das formas - foi a coluna de Millôr Fernandes. São do texto da edição da "Veja" sobre o Che, "20 (Vinte) Refleqções Auto-Referentes", as três frasezinhas de Millôr aqui copiadas  (curiosamente, até se podem relacionar com a polémica do momento):

"A cada dia aumenta em mim a sensação perturbadora de ser feliz num mundo em que isso é considerado reacionário".

"Cada vez mais cético, não acredito nem no refluxo da maré. Sei que um dia ela não volta".

"Muitos dão a vida por sua crenças. Nunca arrisquei a vida pelo meu ceticismo".
publicado por Nuno Costa Santos às 16:20
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